Revista Fratura Rock
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30/10/2011

Aerosmith

Arena Anhembi, São Paulo, 30/10/2011

Aerosmith (Arena Anhembi, São Paulo, 30/10/2011) Reportagem: Aparecido Lelis  A maior banda de rock dos Estados Unidos, o Aerosmith, retorna ao País para único show, na Arena Anhembi, em São Paulo, neste domingo (30.10). Nos mais de 40 anos de estrada, a banda formada em 1970, em Boston, é a que mais vendeu discos em toda a história, com mais de 150 milhões de álbuns vendidos ao redor do mundo, incluindo 66.5 milhões vendidos tão somente nos Estados Unidos. A quantidade de fãs da banda espalhados pelo mundo é incalculável, e o Aerosmith já influenciou gerações de músicos. Quantas bandas seriam capazes de participar do desenho dos Simpsons e até mesmo lançarem no mercado a bebida criada no desenho, o “Flaming Moe”? A banda teve ainda a honra de ser a primeira da franquia Guitar Hero, com apenas uma banda em destaque. E, como se ainda não bastasse, os rapazes (hoje senhores) de Boston ainda tem uma montanha russa temática nos parques da Disney, em Orlando e em Paris, em sua homenagem, a Rock’n Roll Coaster. Com 14 álbuns de estúdio gravados, a banda ficou conhecida inicialmente pelo hit Dream On, que faz parte de seu álbum de estreia,Aerosmith, de 1973. O grupo, liderado por Steven Tyler, é dono de clássicos como Sweet Emotion, Jaded, Train Kept A Rollin, Walk This Way, Pink, I Don't Wanna Miss A Thing, Amazing, Crazy, Fly Away From Here e muitos outros. Nesta quarta vinda à América Latina, apresentam-se com sua formação clássica: Steven Tyler (vocais, piano), Joe Perry (guitarra), Brad Whitford (guitarra), Tom Hamilton(baixo) e Joey Kramer (bateria) Antes de desembarcar em São Paulo, a banda fez shows em Lima (Peru), Asunción (Paraguai) e La Plata (Argentina), e após a etapa brasileira, a turnê "Back On The Road Tour" segue para o Panamá, Colômbia, Equador e México.

A passagem do Aerosmith pelo Paraguai deu o que falar: o vocalista Steven Tyler preocupou os fãs ao se acidentar no banheiro do quarto de hotel e aparecer com dois dentes quebrados e um olho roxo. Por conta do incidente, a banda teve que adiar o show que faria na última terça-feira (dia 25) para a noite segui nte. Felizmente, o cantor de 63 anos se recuperou rapidamente e a agenda de shows prossegue sem alterações. Independente das turbulências, o Aerosmith continua fazendo o que sempre fez de melhor: um hard rock melódico com toques pesados de blues. Atualmente, o grupo prepara o 15° álbum de estúdio da carreira, ainda sem título divulgado. O projeto, que já foi adiado por vários problemas de saúde e incompatibilidade de agendas dos integrantes anteriormente, foi temporariamente pausado por conta dos shows da atual turnê. Segundo os músicos, o novo trabalho está na linha “de volta as raízes”, porque compuseram e gravaram as músicas de um jeito muito parecido com o que faziam na década de 70. Trata-se de um álbum de inéditas, produzido por Jack Douglas, o mesmo que gravou os discos Get Your Wings, Toys in The Attic, Rocks e Draw The Line. O Aerosmith promete um mega show e, mesmo com a longa estrada, não demonstra o menor sinal de cansaço. "A banda está muito animada por tocar para os nossos fãs da América Latina novamente. Todos os shows que fazemos lá são sempre especiais", diz o guitarrista Joe Perry. O SHOW: UMA AULA DE ROCK’ N ROLL
Debaixo de uma chuva chata que caiu o dia inteiro na capital paulista, o Aerosmith conseguiu reunir mais de 30 mil pessoas no show que fez neste domingo na Arena Anhembi, em São Paulo.Os velhos roqueiros subiram ao palco para mostrar por que ocupam um lugar entre as bandas consagradas do rock.Com palco e iluminação simples e som balanceado, o quinteto americano fez uma coletânea dos álbuns de 1973 a 1993, e apresentou os grandes sucessos da longa carreira da banda.O show começou em clima de suspense com a música tema de Darth Vader, de Star Wars - "Ride of the Valkyries" - do compositor alemão Wagner.Depois do barulho clichê de uma sirene, o Aerosmith deu início à apresentação com 15 minutos de atraso, às 20h15, com “Draw the Line”(de 1977, do álbum homônimo).Ao fim da música, um fã gritou para todo mundo ouvir "Chupa, Axl Rose", em referência ao show do Guns N’ Roses, realizado no início deste mês, no Rock In Rio, com um Axl já velho e quase sem voz.O vocalista Steven Tyler surgiu ao lado do guitarrista Joe Perry no centro da passarela que invade a área da pista vip, uma das marcas dos shows da banda.Vestido com calça e sobretudo dourados, chapéu vermelho e óculos escuros, Tyler apareceu rodando a haste do microfone ao lado de Perry, vestido com um blazer rosa.A dança, a voz impecável e a proximidade física com os outros músicos da banda foram sustentados durante toda a apresentação pelo vocalista.O que mudou foi o aparecimento de um dos hematomas originados por uma queda no banheiro do hotel em que estava hospedado no Paraguai. Parece que a chuva tirou parte da maquiagem de Tyler e revelou um pequeno roxo embaixo do olho direito já no final do show.Depois de um “E aí, São Paulo?”, a apresentação continuou com “Same Old Song and Dance” (1974), seguida por Mama Kin (1973), que foram bem recebidas pelos fãs e que foi quando Tyler tirou o sobretudo e os óculos.A chuva não deu muita trégua. Mas isso não foi problema algum para os integrantes do Aerosmith, que em nenhum momento pareceram incomodados e sempre andaram pela passarela. Muitos objetos foram jogados ao palco, inclusive uma boneca inflável, que levou Tyler a dançar com a boneca e a brincar, perguntando se era a namorada da pessoa que a jogou.Em seguida, veio "Janie's Got a Gun" (1989), com o público cantando a letra toda junto com Tyler. Mas um dos momentos mais memoráveis foi quando o cantor começou, à capela, "What It Takes" (1989). De repente, por alguns instantes, ele parou e deixou que apenas as pessoas cantassem, transformando o Anhembi num imenso coral.O desfile de hits prosseguiu por 1 hora e 45 minutos, com 19 músicas, dentre elas “Livin’ on the Edge”, Cryin’’(1993), “Rag Doll” (1987) e a balada “I Don’t Want to Miss a Thing” (1998). Durante esse tempo, cada músico teve direito a fazer um solo com seu instrumento.O baterista Joey Kramer arrancou aplausos do público animado depois de um solo que contou com algumas baquetadas dadas por Tyler, e o final tocado com as mãos e até com a testa.Depois de “Last Child” (1976), Perry assumiu os vocais e cantou “Combination” (1976). O guitarrista de base Brad Whitford e o baixista Tom Hamilton também tiveram sua vez.Depois de se despedir com “Sweet Emotion” (1975), o Aerosmith voltou para o bis com a tão aguardada “Dream On’ (1973), seguida por “Love in a Elevator” (1989) e “Walk This Way” (1975), que seria a música de encerramento.No entanto, o vocalista quebrou o protocolo e resolveu tocar “Angel” (1987), que estava sendo muito pedida em coro pelo público, inclusive por cartazes. “Todos querem ouvir a música Angel. Não tocamos essa música antes”, disse Tyler.Para terminar, a banda ainda tocou o blues ‘Train Kept-A-Rollin’, um cover de Tiny Bradshaw, presente no segundo álbum. O vocalista apresentou os músicos, foi apresentado por Perry, e deixou o palco, dizendo que São Paulo era linda.Tyler pulou e cantou durante as 2 horas de show, mostrou a costumeira afinação e potência vocal, não trocou uma única vez de roupa, tocou bateria, provocou risos ao dançar com a boneca inflável atirada no palco pelos fãs e não deixou que a idade, e até mesmo os machucados provenientes da queda ocorrida no Paraguai lhe tirassem nem um grama de energia e simpatia.Foi uma apresentação de gala da banda, mostrando para quem quisesse ver e ouvir que, mesmo com 40 anos de estrada, esses sessentões continuam apresentando um rock’n roll de primeira grandeza e que ainda tem ainda tem pique para dar e vender.
 SET LIST AEROSMITH
"Draw the Line"
"Same Old Song and Dance"
"Mama Kin"
"Janie’s Got a Gun"
"Livin’ On The Edge"
"Rag Doll"
"Amazing"
"What It Takes"
"Last Child"
"Combination"
"I Don’t Want to Miss a Thing"
"Cryin’"
"Sweet Emotion"Bis"Dream On"
"Love in an Elevator"
"Walk This Way"“Angel”“Train Kept-A-Rollin”
 
21:00 as 21:00
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