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26/03/2016

IRON MAIDEN

Allianz Parque, São Paulo, 26/03/2016

IRON MAIDEN (Allianz Parque, São Paulo, 26/03/2016)
Reportagem e fotos: Aparecido Lelis - Revista Fratura Rock


Os fãs paulistanos da banda Iron Maiden vibraram com o  anúncio do show da turnê mundial "The Book of Souls" no Brasil, marcado para março 2016. O novo álbum "The Book of Souls" estreou em primeiro lugar no Brasil e em outros 40 países ao redor do planeta.Os lendários roqueiros da banda, cujo novo álbum duplo de estúdio "The Book of Souls" estreou em primeiro lugar no Brasil, voltaram ao país em março a bordo de seu enorme Boeing 747-400 Jumbo Jet "Ed Force One", pilotado pelo vocalista Bruce Dickinson, que transportou a banda, sua equipe, toda a produção de palco e mais de 12 toneladas de equipamentos por 88.500 quilômetros ao redor do mundo, visitando 35 países em 6 continentes. O video abaixo mostra a chegada do avião da banda no aeroporto de Guarulhos - São Paulo.Os ingressos para o show em São Paulo foram colocados à venda para o público geral desde o dia 5 de novembro último e, como de praxe, houve uma pré-venda para os membros do fã clube da banda. Dois convidados especiais farão a abertura do show:
- 19h - The Raven Age (www.theravenage.com)
- 19h45 - Anthrax (www.anthrax.com) O SHOW : TRÊS ANOS DEPOIS, UMA BANDA RENASCIDA E REVIGORADA
Com ingressos esgotados, 42 mil paulistanos assistiram ao último show da turnê latino- americana da Donzela de Ferro. Quem esteve no Allianz Parque, na zona Oeste da capital, saiu de lá mais do que satisfeito, pois pode ouvir um som alto, pesado e de grande qualidade. É que, mesmo aos 41 anos de carreira, os veteranos roqueiros mostraram nesse show um pique e fôlego de principiante. Há tempos São Paulo não via a banda em tão boa forma. Depois de três anos ausente da cidade – sua última apresentação por aqui foi em 2013 – o que vimos agora foi um Iron Maiden renascido e revigorado. Com o seu mais recente disco “The Book of Souls”, a trupe liderada pelo baixista Steve Harris se encontrou de novo. Depois de uma sequência de trabalhos medianos, entregaram agora um trabalho digno dos melhores anos da banda, na década de 1980.Quando se escuta “Doctor Doctor”, clássico do UFO (banda na qual o Iron Maiden esse inspirou e se inspira), já sabe que o show está prestes a começar. Os fãs começam a cantar, mesmo sem a banda no palco. Já eram 21h 19. O show estava marcado para as 21 h, mas ninguém parecia se importar com o atraso.
O vocalista Bruce Dickinson surge de um púlpito cinza, em um cenário místico, pirâmides e fumaça.
O espetáculo começou mesmo às 21h23 com “If Eternity Should Fail”, música que inicia o álbum “The Book of Souls” ( de 2015, o 16º em quase quatro décadas de banda, só contando os de estúdio). Ela é sucedida por “Speed of Light”, do mesmo álbum , que já nasceu com cara de clássico.
As novas faixas  contém parte da marca registrada do  Maiden: refrões fortes  e fáceis de cantar, e solos que permitem que a plateia acompanhe com o tradicional  “ô ô ô”
A aposta da banda era rechear o show com músicas novas (seis de um total de 15), que foram muito bem recebidas, mas clássicos são sempre clássicos.
Entre as novidades está a pesada e profunda “Tears of a Clown”, homenagem a Robin Williams, morto em 2014. “The Red and The Black”, candidata a épico, veio depois e agradou aos fãs.
Mas a empolgação ficou mesmo por conta do repertório clássico. Entre as faixas, “Children of the Damned” , de 1982, teve excelente execução e mostrou a duradoura potência vocal de Bruce Dickinson.
Entre as melhores da noite, destaca-se “Powerslave”, do álbum homônimo de 1984, que fez o público vibrar e relembrar a turnê de 2008~2009, composta somente por músicas da “era de ouro” da banda, na década de 1980.
A macabra e profunda “The book of the Souls” é a deixa para o bonecão de Eddie, mascote da banda, entrar no palco, interagir com os seus membros e arrancar urros do público. Ele, com os seus 3 metros de altura, usa pinturas tribais (à la Olodum) e, no meio da performance, tem o seu coração arrancado pelo vocalista que, em seguida, o atira ao público.
A banda parte para os clássicos. É a vez da famigerada “Fear of the Dark”, celebrada e cantada por todo o estádio. ”Iron Maiden”, de 1980, vem logo antes do bis. No meio da música, entra em cena um busto gigante do Eddie, que rouba a cena ao ocupar boa parte do palco.
Como no resto da turnê brasileira, o encerramento começa com “The Number of the Beast”, que tem 34 anos de idade, mas tem um frescor de recém-lançada (um belzebu gigante então surge no palco)
Antes de tocar “Blood Brothers”, Dickinson brincou com a rivalidade Rio- São Paulo e, para amenizar, disse: “Vocês são todos irmãos”. A faixa que termina o espetáculo é a clássica “Wasted Years”, de 1986.

UMA BANDA COM TRÊS GUITARRAS
O Iron Maiden é uma das poucas bandas que usa três guitarristas. Dentre eles, o posto de “acrobático” vai para Janick Gers, que diverte o público entre um solo e outro com malabarismos na guitarra.
Os sons dos instrumentos da banda são claros e fortes. O baixo bem marcado de Steve Harris pode ser ouvido à distância.O baterista Nicko McBrain, praticamente incorporado ao cenário, ri o tempo todo, como se tocar daquele jeito fosse fácil.
Os mais discretos Adrian Smirh e Dave Murray, ao solarem com as suas guitarras, dão brilho às músicas do Maiden que, ultimamente, tem superado a marca dos dez minutos.
Nenhuma presença, contudo, se compara à presença de Bruce Dickinson. São poucos os vocalistas no cenário do rock mundial que, mesmo sem exercerem a função de líder de uma banda, são tão essenciais. É uma máquina de gritos e falsetes, de agudos ardidos, mas sem exageros. E grande parte do renascimento do Iron Maiden se deve a ele. Depois de lutar e vencer o câncer na língua, o vocalista voltou à banda, sem deixar que a melancolia da proximidade da morte o afetasse. E sua alegria e entusiasmo era claramente visível no palco. Entre os atrativos do espetáculo, além da pirotecnia, eram as trocas de cenário e de figurino do vocalista.A conclusão que se tira dessa apresentação é que foi, sem dúvida, um show muito corajoso da banda, pois ao fazer uma grande aposta no novo disco e assim incluir muitas faixas inéditas no espetáculo, não fez dele um dos mais populares. Essa opção fez com que, infelizmente, nas laterais da pista, muitos fãs preferissem se sentar durante algumas canções, principalmente aquelas do novo disco. O que não significa que essa apresentação, diante de 42 mil pessoas, não tenha sido significativa e marcante. O Iron Maiden provou nessa noite que está mais vivo do que nunca.
MAIS CEDO, NA ABERTURA DO SHOW DO IRON MAIDEN
Antes do Iron Maiden, esteve no palco a pesadíssima e veloz banda de trash metal Anthrax, convidado especial na fase latino-americana da turnê do Maiden e, antes do Anthrax, o palco teve também a presença do The Raven Age. O show em São Paulo marcou o fim da parceria.
O Anthrax fez a alegria dos headbangers mais tradicionais, que aqueceram os gogós para o ótimo show que viria em seguida. A banda divulga seu novo álbum “For All Kings”
A primeira surpresa da noite veio no final do show do Anthrax, com a participação especial do brasileiro Andreas Kisser, da banda Sepultura. O sexteto tocou música “Refuse/resist”, da banda brasileira, além da música Indians, da banda americana.
IRON MAIDEN SET LISTIntro: "Doctor, Doctor" (do UFO)
- If Eternity Should Fail
- Speed of Light
- Children of the Damned
- Tears of a Clown
- The Red and the Black
- The Trooper
- Powerslave
- Death or Glory
- The Book of Souls
- Hallowed Be Thy Name
- Fear of the Dark
- Iron Maiden
Bis:
- The Number of the Beast
- Blood Brothers
- Wasted Years
(outro: "Always Look on the Bright Side of Life", do Monty Python)

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